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Brasileiros gastam mais com produtos supérfluos
Publicado em: 03. fev, 2012 by simone.silva in BRASIL
O banco Credit Suisse divulgou pesquisa mostrando
que os consumidores brasileiros, mesmo aqueles com renda de média para
baixo, são os mais propensos a gastar dinheiro com itens de grife, em
comparação com outros seis países emergentes analisados (Rússia, China,
Índia, Indonésia, Egito e Arábia Saudita).
No Brasil, do total de entrevistados com renda inferior a US$ 1 mil, 62%
disseram-se dispostos a comprar roupas ou tênis de marca nos próximos 12
meses, percentual maior do que o verificado nos demais países
analisados. Já entre os que ganham mais de US$ 2 mil, 64% afirmaram que
comprarão esse tipo de produto, proporção também superior à verificada
nas demais nações emergentes.
Os dados fazem parte de uma pesquisa que mostra que a população brasileira
é muito mais propensa a gastar do que a poupar. Em um tópico chamado
“Brasil, apetite para a vida”, o estudo do banco suíço afirma: “O quadro
pintado para os consumidores brasileiros na nossa pesquisa coloca-os em
posição diferente de muitos dos seus colegas de outros países. Gastos
supérfluos estão muito mais presentes [no Brasil do que em outros
emergentes] e espelham uma taxa de poupança relativamente baixa”.
O estudo constatou que os brasileiros poupam cerca de 10% do que ganham.
Já os chineses guardam 31% da renda. Entre as nações analisadas, apenas o
Egito tem uma poupança menor que o Brasil, de 7%.
O consumidor brasileiro se destaca também no mercado de automóveis: 68%
dos entrevistados disseram ter planos de financiar um veículo nos
próximos 12 meses, percentual maior do que nos demais países estudados.
Em segundo lugar vem a Índia, onde 60% dos consumidores planejam comprar
um carro a prazo.
O Credit Suisse notou que o consumidor brasileiro atualmente é o mais
otimista entre os países pesquisados. Aqui, 63% das pessoas acreditam
que sua situação financeira pessoal vai melhorar nos próximos 12 meses;
33% acham que ela tende a continuar como está e apenas 4% dizem que vai
piorar.

