Hospital Hélio Angotti poderá sem transformado em centro de tratamento, formação e pesquisa
Publicado em: 24. jan, 2012 by simone.silva in INVESTIMENTO
No último dia 20, o secretário Nacional de Atenção à Saúde (SAS), do Governo
Federal, Helvécio Miranda Magalhães Júnior, em visita ao Hospital Dr. Hélio
Angotti disse que o Ministério da Saúde quer transformar a instituição em “base
de operação direta”.
Isto significa que além da pretensão de aportar mais recursos para o tratamento de
pacientes oncológicos da cidade e região, há disposição do Governo Federal de
transformar o hospital de câncer de Uberaba num centro de formação e pesquisa.
“Assim que vocês quiserem vocês podem montar aqui a residência médica, a
especialização em oncologia e desenvolver ensino e pesquisa. Nós temos recursos
no Governo Federal para isso”, disse Helvécio Magalhães.
O titular da SAS reforça preocupação do Governo Federal com a falta de médicos e
outros profissionais importantes para o tratamento do câncer, como o físico
médico, por exemplo. Com o aumento do número de casos nos últimos anos e as
projeções de milhões de novos pacientes oncológicos para as próximas décadas,
cresce a necessidade de detecção precoce e assim chegar à cura de boa parte
deles.
Por isso o secretário afirmou que quer ter em Uberaba um grande centro, não só de
atendimento, mas de referência, de formação de pessoas.
De acordo com Magalhães, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha determinou que, na
nova rede de atenção oncológica do país, é para dar uma prioridade grande ao
Hospital Dr. Hélio Angotti. “Temos a necessidade de um novo acelerador linear
(aparelho usado na radioterapia) e ampliação dos credenciamentos. O Hélio
Angotti mais que dobrou o atendimento aos pacientes”.
Ao visitar a unidade, o representante do Ministério da Saúde foi informado de que
o acelerador linear está trabalhando no limite. Os pacientes são atendidos de
cedo até a noite. Um novo equipamento (que custa em torno de um milhão de dólares)
resolveria o problema.
No setor de quimioterapia, também visitado por Magalhães, por outro lado, o número
de pacientes pode ser dobrado que há espaço para atender.
Atualmente o Ministério da Saúde destina verba mensal de R$ 200 mil para o Hélio Angotti.
Mas o rombo em decorrência da defasagem na tabela de atendimento do Sistema
Único de Saúde (SUS) gira em torno de R$ 600 mil por mês. Por isso já está
tramitando na pasta o pedido de ampliação de recursos federais.
Cardiologia – Outro ponto marcado pelo Hélio Angotti junto ao Ministério da Saúde veio com
a abertura de espaço para o atendimento em cardiologia, construído por meio da
parceria com médicos que montaram o Centro Integrado de Medicina Invasiva
(CIMI).
Ao lado do câncer, doenças do coração estão entre as que mais matam no mundo. O
CIMI, que está no 5º andar do HHA, é candidato ao credenciamento junto ao SUS e
será examinado nos próximos dias por autoridades estaduais no processo de
liberação do atendimento a pacientes através do sistema.

