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Comerciantes do Morada Du Park reivindicam reabertura de rotatória
Publicado em: 13. jan, 2012 by simone.silva in BAIRROS, CIDADES
No dia 21 de dezembro do ano passado foi inaugurada a 1ª etapa do
complexo rodoviário da BR-262, com a presença do prefeito Anderson Adauto, o
ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos e o diretor de Infraestrutura
Rodoviária do Dnit, Roger da Silva Pêgas.
Na inauguração Paulo disse que a prioridade para 2012 é dar andamento
às obras da 2ª fase da travessia urbana na BR-050, entre o trevo do Jockey Park
até o Residencial 2000, na outra ponta da BR-262, numa extensão de 11,3km.
Comerciantes, moradores e trabalhadores da região não gostaram nada
das mudanças. Segundo Hugo Alves Amaral, proprietário de uma loja agropecuária
na av. Riceiro Lenza, no bairro Morada Du Park, o fechamento da rotatória do
Jockey Park prejudicou bastante o comércio no local. “As vendas baixaram muito,
antes a gente tinha fluxo de quem vinha sentindo cidade e de todos os bairros
aqui da região. Hoje não temos movimento nenhum dos outros bairros”.
Ele explica que hoje para chegar ao local, só existe um acesso, o que
dificulta muito para os clientes.
Preocupados
com a queda no comércio, empresários e moradores se reuniram e fizeram um
abaixo-assinado reivindicando a reabertura da rotatória.
De
acordo com Paulo Roberto Maia, comerciante e porta voz do grupo, em reunião com
o prefeito dia 16 de dezembro de 2010, foi reivindicada uma solução para o
problema. Segundo ele, Anderson Adauto se prontificou a solucioná-lo juntamente
com o Dnit.
Na
inauguração do viaduto, Paulo levou o problema ao ministro Paulo Sérgio que
também se prontificou a achar uma solução, ficando de dar resposta até o dia 3
de janeiro.
Passada
a data, os empresários da região continuam indignados, pois não obtiveram uma
resposta.
“A
indignação é muito grande, tanto minha quanto dos outros comerciantes e
moradores. Há um ano e meio fui um dos primeiros a montar empresa nessa avenida
[Riceiro Lenza]. A perspectiva de crescimento do local era muito grande, mas
agora com o fechamento da rotatória dificultou bastante para nós. A queda no
faturamento dos comerciantes chega a 60%”.
Fernanda
Sousa Silva é proprietária de uma panificadora na mesma avenida da loja de
Hugo. Ela conta que a queda nas vendas chega a mais de 60%. “Antes de fechar a
rotatória, o nosso fluxo de clientes de manhã, que transitava na rodovia era
muito grande. Agora só passa nessa avenida quem mora nesse bairro. Acabou o
movimento”.
De
acordo com Paulo, se não houver uma solução para o problema, a tendência é que
o comércio na região fique cada vez mais fraco, fazendo com que empresários
fechem suas portas ou busquem outros lugares para montar suas lojas.

